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 Essa página foi extraída da seção P2RIC's SustainUpdates da Universidade de Nebraska-Omaha

Visão Geral


Óxido de Etileno (EtO) é um biocida comumente utilizado em cuidados de saúde e na indústria alimentícia, sendo também utilizado mais comumente na forma de esterilizador universalmente aplicável para uma ampla variedade de fins de esterilização. Está incluído na categoria de "esterilizador hospitalar" da Agência de Proteção Ambiental (EPA) Ato do Ar Limpo Seção 112(c), que regula poluentes aéreos tóxicos.

EtO é identificado pelo Programa Nacional de Toxicologia como um conhecido cancerígeno humano e possui diversos outros efeitos agudos e crônicos na saúde.  Também é extremamente reativo e inflamável, aumentando o risco de acidentes químicos que podem lesionar trabalhadores hospitalares e pacientes.  Tentativas de reduzir emissões de EtO tem sido voluntariamente tentadas até a EPA emitir padrões de emissão em 2007.

Trabalhadores da área de cuidados da saúde como técnicos, enfermeiros e médicos bem como pacientes em hospitais e clínicas estão correndo o maior risco de exposição ao óxido de etileno. O uso da substância requer procedimentos especiais de manuseio e é regulado para se minimizar emissões e reduzir a exposição ocupacional.  Alternativas mais seguras de esterilização estão começando a substituir o uso do EtO ao decorrer do surgimento de incrementos tecnológicos.


Impacto Ambiental/Oportunidade


De acordo com a Proposta de Padrão de Emissão de EtO, a EPA estima que existam aproximadamente 1600 a 1900 hospitais nos EUA que realizam a esterilização com óxido de etileno.  Nos Estados Unidos, o uso de óxido de etileno foi estimado em 192 mg/ano (212 tpa) no ano de 2000 e 122 mg/ano (135 tpa) em 2005 (tpa= toneladas por ano). Aproximadamente metade do substância está sendo usado em hospitais em esterilizadores regulados com equipamentos de controle de poluição de ar (ECP) que quase eliminam a emissão de EtO, enquanto a outra metade é utilizada em esterilizadores não-regulados. O uso de esterilizadores não regulados em hospitais resultou em cerca de 40 Mg/ano (44 tpa) de óxido de etileno sendo emitido em 2005.

De acordo com a decisão final da EPA na Padronização Nacional de emissão de EtO, hospitais com esterilizadores não-regulados estão sendo cobrados para implementarem uma prática em gestão para esterilizar lotes inteiros de itens que possuem um tempo comum de aeração.  Uma exceção para lotes inteiros é permitida somente sob circunstâncias médicas necessárias determinadas por profissionais da saúde.  É estimado que tal prática na gestão reduzirá os 40 mg/ano emitidos destes esterilizantes para valores entre 2 e 9 mg/ano.  Emissões de esterilizantes hospitalares controlados são insignificantes enquanto que a média da emissão estimada de óxido de etileno não-regulado de hospitais é de 136 quilogramas por ano.  O custo-benefício da aplicação de ECPs é acima de $200,000 por tonelada de óxido de etileno reduzido, excluindo quaisquer potencial monitoração, manutenção de registros e informes de custo, dos quais a EPA determinou serem excessivos para o controle dessas emissões.

Aproximadamente 630 hospitais não possuem extensões de ECPs para EtO e espera-se que seja implementada a prática em sua gestão, e por consequência a  exposição danosa de EtO deverá ser significativamente reduzida e a incidência de câncer decorrente de exposição de EtO deverá ser também ser reduzida.


Aprimoração de Práticas


MUDANÇAS OPERACIONAIS

Hospitais não-regulados (Operando sem nenhum ECP)- Implementação de uma prática em gestão para esterilizar lotes inteiros de itens tendo tempo comum de aeração, exceto quando circunstâncias emergenciais ditam o uso de menos do que lotes inteiros para proteger a saúde humana.  Operação em lotes inteiros reduz custos por reduzir o consumo de óxido de etileno, minimizando o desgaste e deterioração de máquinas, e reduzindo custos laborais associados.  Informes de esterilização são requeridos para os ciclos do procedimento feitos com EtO que devem incluir a data e  hora de cada ciclo, se o ciclo foi completo ou não, e se não foi completo, deve conter uma nota da equipe hospitalar informando a razão pela qual a interrupção do ciclo foi necessária.   

Hospitais regulados (Operando com extensões de ECP)- Hospitais com esterilizantes regulados são cobrados para operar a ECP durante todo o processo e para seguir os procedimentos recomendados pela manufatureira do ECP em questão.  Hospitais com EPCs são também demandados quanto a garantia de que estão operando os esterilizadores de acordo com as regulações estatais locais.  Um sistema para documentar o uso anual de EtO e número de ciclos do método por ano é recomendado.  

 

SUBSTITUIÇÃO DE MATERIAL

 

Alternativas para a esterilização com EtO Possíveis métodos alternativos de esterilização estão se tornando cada vez mais e mais disponíveis através de avanços na tecnologia, mas muitos não possuem a ampla compatibilidade material com o EtO.  Algumas possibilidades incluem vapor, radiação gama e radiação por feixe de elétrons, Peróxido de Hidrogênio vaporizado (VPHP), plasma, radiação de micro-ondas, oxidação do ozônio, ácido peracético, esterilizantes de EtO ultra efetivos e ortoftalaldeido (OPA).  

 

Produtos que estão disponíveis atualmente:

 

* Sporox™ Sterilizing & Disinfection Solution, Sultan Chemists, (peróxido de hidrogênio 7.5%).
* Sterrad Sterilization Systems, Johnson & Johnson, (plasma de peróxido de hidrogênio).
* STERIS 20™ Sterilant, STERIS Corporation, (ácido peracético 0.2%).
* Acecide™ High Level Disinfectant and Sterilant,  Minntech Corp., (peróxido de hidrogênio 8.3% e ácido peracético 7.0%).* EndoSpor™ Plus Sterilizing and Disinfecting Solution, Cottrell Limited, (peróxido de hidrogênio 7.35% e 0.23% ácido peracético).
* Peract™ 20 Liquid Sterilant/Disinfectant, Minntech Corp., (peróxido de hidrogênio 1.0% , 0.08% ácido peracético).
* Sterilox Liquid High Level Disinfectant System,  Sterilox, Technologies, Inc., (hipoclorito e ácido hipoclorídrico).
* Cidex OPA Concentrate, Advanced Sterilization Products, (ortoftalaldeído 5.75%).
* Cidex OPA Solution, Advanced Sterilization Products, (ortoftalaldeído 0.55%).
* EOGas™ system, Anderson Products, Inc., (cartuchos com 100% de gás EtO e bolsas esterilizadoras de plástico).

Políticas/Regulação (Padronização)


Agência de proteção ambiental (EPA) norte americana emitiu os Padrões nacionais de emissão de esterilização hospitalar de óxido de etileno que foram postas em prática em 29 de dezembro de 2007, obrigando os hospitais a cumprir essa norma até 29 de dezembro de 2008.  Um Panfleto contendo o nome de esterilizantes hospitalares para estabelecimentos hospitalares lista requisitos de conformidade e escritórios de EPAs regionais que podem auxiliar na tomada de conhecimento de novas regulações de EtO.

Quanto ao Brasil, a ANVISA abriu, no Diário Oficial da União de 26/06/16, uma consulta pública para a criação e inclusão de um novo capítulo na farmacopéia, denominado: Resíduos por esterilização do óxido de etileno, que prevê um conjuntos de normas sanitárias que regularizam o uso do óxido de etileno como esterilizante bem como o controle de resíduos esterilizados.

Referências/Provedores de Assistência Técnica


Documento de proposta para padronização nacional da emissão de esterilizantes de óxido de etileno. Agência de proteção ambiental.  Acessado em 5 de março de 2009.

Padronização da emissão nacional de óxido de etileno da EPA.  Agência de proteção ambiental.  Acessado em 4 de março de 2009.

Eixo de tópicos™ P2 para esterilizantes hospitalares.  Centro de recursos de prevenção para poluição (PPRC).  Acessado em 4 de março de 2009.

Alerta da NIOSH sobre o óxido de etileno.  Departamento de saúde e serviços humanos dos E.U.A. Acessado em 4 de março de 2009.

Estatuto de saúde pública para o óxido de etileno.  Agência de substâncias tóxicas e registro de doenças.  Acessado 4 de março de 2009.

Informações de segurança da OSHA acerca do óxido de etileno.  Administração de saúde e segurança ocupacional.  Acessado em 4 de março de 2009.

Esterilizantes e desinfetantes em setores de cuidados com a saúde.  Centro de pesquisa em saúde ambiental.  Acessado em 4 de março de 2009.

Melhores práticas de gestão para tratar de perdas hospitalares.  Departamento de ecologia do estado de Washington.  Acessado em 5 de março de 2009.

Hospitais por um meio ambiente saudável

Hospitais sustentáveis

Cuidados sem prejuízos para a saúde

 

Tradução realizada por: Thales Viana L. Costa

Link para a página em inglês: Ethylene Oxide