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Clorpirifós

Atualizado por Steven Gilbert (28 de abril de 2014)

Visão geral


Clorpirifós é um inseticida organofosforado cristalino tóxico que foi usado extensivamente em casas e fazendas para controlar pragas incluindo mosquitos, baratas, larvas, besouros- saltadores, formigas de fogo, e outros. É um Inibidor permanente da acetilcolinesterase, que causa então um acúmulo de acetilcolina e superestimulação das terminações nervosas que atuam nas células musculares, glandulares, ganglionares e do Sistema Nervoso Central (SNC). Dependendo do período de tempo e da quantidade a que o indivíduo é exposto ao inseticida, pode causar danos graves ao sistema nervoso. Os nomes comerciais incluem Dursban, Empire, Eradex, Lorsban (Dow Chemical Company) e Stipend. 

Descrição química


O clorpirifós é um sólido cristalino branco que é praticamente insolúvel em água. Sua fórmula química é C9H11Cl3NO3PS e o nome na IUPAC é O,O-dietil O-3,5,6-tricloro-2-piridil fosforotioato. Está disponível na forma de grânulos, pó molhável ou impermeável e concentrado emulsionável.

Usos e benefícios


Clorpirifós foi utilizado como um inseticida em inúmeras culturas para controlar pulgas, formigas, besouros, mosquitos e outros pequenos insetos irritantes. Por isso, também era usado em canis, estábulos e na criação de ovelhas.

Efeitos na saúde


Clorpirifós é moderadamente tóxico para os seres humanos (#EXTOXNET PIP). A inalação ou ingestão de clorpirifós afeta o sistema nervoso e causa, dependendo da dose e duração da exposição, desde dores de cabeça até inconsciência. Não se acredita que seja um carcinógeno.

Efeitos ambientais


Clorpirifós entra no meio ambiente através da aplicação direta em culturas e adere-se ao solo. Raramente está presente em fontes de água subterrânea, mas se o fizer é altamente tóxico para os organismos aquáticos. É moderadamente tóxico para as aves.

Precauções


Lavar todas as frutas e vegetais.

Clorpirifós nos EUA


Em 2000, o uso dos clorpirifós em ambientes domésticos foi proibido nos EUA em praticamente qualquer circunstância. Porém, o inseticida continua a ser utilizado em aproximadamente 40 mil fazendas para prevenir pragas em cerca de 50 tipos de culturas. Durante o governo de Obama, especialistas químicos recomendaram que o uso agrícola desse pesticida fosse proibido por conta dos danos que pode causar. Em 2017, porém, o presidente da Agência Nacional de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos decidiu rejeitar a conclusão dos especialistas e continuar com uso liberado de clorpirifós.

Clorpirifós no Brasil


Intoxicação

Em 1999, no Brasil, houve uma intoxicação aguda coletiva de 112 funcionários em um hospital de Porto Alegre pelo uso de clorpirifós. O inseticida foi utilizado em oito postos de saúde comunitários, sendo retomados os atendimentos neles mesmo com a presença de poças e de forte odor do composto, que entra no organismo pela pele e pelas vias respiratórias.

As pessoas intoxicadas tiveram e ainda têm sinais e sintomas da contaminação que geraram consequências sérias. Alterações no ciclo menstrual, fadiga, dor muscular, pesadelos, insônia, irritabilidade, lesões dermatológicas, disfunção na tireóide, problemas hepáticos, depressão e até tentativas de suicídio são algumas das marcas deixadas pela contaminação nos funcionários.

Presença em alimentos

Estudos feitos constantemente pela ANVISA revelam que um dos principais pesticidas encontrados nas frutas e vegetais comercializados são os clorpirifós.

Clorpirifós no ambiente

Em 2016 descobriu-se que havia a presença de clorpirifós nos campos de altitude da Serra da Mantiqueira no Parque Nacional do Itatiaia, que foram trazidos pela chuva. Eles contaminam a natureza rara do local, atingindo o ecossistema.

Legislação do Brasil


No Brasil, quem regulamenta, autoriza e monitora o uso de pesticidas é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e a GGTOX (Gerência Geral de Toxicologia) é responsável por avaliar, realizar as alterações e publicação das monografias desses compostos. Os clorpirifós são autorizados pela ANVISA para:

Uso agrícola: autorizado conforme indicado. Modalidade de emprego: aplicação foliar nas culturas de algodão, batata, café, cevada, citros, feijão, maçã, milho, pastagem, soja, sorgo, tomate(*) e trigo. Aplicação localizada na cultura da banana (saco para proteção do cacho). Aplicação no solo nas culturas de batata e milho. Aplicação no controle de formigas, apenas na forma de isca granulada, conforme aprovação em rótulo e bula.

Uso não agrícola: autorizado conforme indicado. Modalidade de emprego: Aplicação no controle de formigas, apenas na forma de isca granulada, conforme aprovação em rótulo e bula.

m) Emprego domissanitário: autorizado conforme indicado Destinação de uso:

n) Uso como Preservante de Madeira - Uso exclusivo para o tratamento de madeiras destinadas a dormentes, postes, cruzetas, mourões para cercas rurais, esteios e vigas, com a finalidade de registro no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA.

o) Na reavaliação do ingrediente ativo clorpirifós, estabelecida pela Resolução-RDC n° 135 de 17/05/02, DOU de 22/05/2002, determinou-se a manutenção apenas das modalidades de aplicação tratorizada, pivot central e aplicação aérea com GPS e sem o uso de “bandeirinhas”.

p) De acordo com a Resolução-RDC n° 206 de 23/08/04, DOU de 24/08/04, determinou-se a suspensão do registro, bem como a não-concessão de novos registros, de produtos saneantes domissanitários à base do ingrediente ativo clorpirifós, excluindo-se desta determinação somente aqueles registros destinados ao uso em iscas para combate de baratas, em embalagens porta iscas dotadas de dispositivo de segurança para evitar a exposição de crianças (ANVISA, 2017).

Links externos


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