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Introdução


O ácido acrílico é um composto orgânico de fórmula molecular CH2CHCO2H. É o ácido carboxílico insaturado mais simples, constituído por um grupo vinil ligado diretamente a um terminal de ácido carboxílico. É um líquido incolor que possui um cheiro azedo característico. É miscível com água, álcoois, éteres e clorofórmio. Mais de um bilhão de quilos são produzidos anualmente. Ele é polimerizado para formar ácido poliacrílico.



História


O ácido acrílico tem sido sintetizado por mais de 30 anos, além disso, também é produzido naturalmente por vários tipos diferentes de algas.

Sua produção industrial é feita em larga escala (aproximadamente 0,5 bilhão de quilos em 1991) por quatro empresas nos Estados Unidos, onde a demanda aumenta a uma taxa de 4% a 5% ao ano. O maior emprego desse ácido é na fabricação de ésteres e resinas acrílicas, de produtos químicos adicionados a revestimentos de superfície e de adesivos protetores. No entanto, sua aplicação para a produção de polímeros superabsorventes  é o uso que mais cresce. As empresas também utilizam ácido acrílico para fazer produtos químicos de tratamento de óleo, intermediários de detergente e produtos químicos de tratamento de água.

Lista de fabricantes de ácido acrílico da EPA - 2008

Usos


O ácido acrílico é encontrado em uma variedade de produtos domésticos e de cuidados pessoais:

  • Produtos dentários;

  • Polimento de chão;

  • Tintas;

  • Acabamentos em couro;

  • Revestimentos de papel;

  • Plásticos;

  • Produtos têxteis.

Toxicidade


Efeitos sobre a saúde humana

A Agência Internacional de Investigação sobre o Câncer afirma que o ácido acrílico é embriotóxico e teratogênico, tendo a capacidade de afetar negativamente o crescimento ou desenvolvimento do embrião, testes realizados em ratos corroboram essa afirmação. No entanto, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) e outras agências afirmam que não há informação disponível para fundamentar essas conclusões e que esse ácido não é classificável como um carcinógeno humano.

A exposição pode ocorrer por inalação, ingestão e contato direto com os olhos e a pele, além de inalação do ar contaminado por uma planta próxima que produz esse ácido. Estudos mostram que a irritação dos olhos ou da pele pode variar a intensidade de moderada a grave. Os animais de ensaio que foram sujeitos a exposições repetidas sofreram lesões no nariz e na pele, bem como alterações em órgãos e no peso corporal.

Esse composto está listado como um tóxico para o sistema respiratório humano pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA.

 

Efeitos potenciais da exposição

 

TOXICIDADE ORAL LEVE À MODERADA: pacientes com ingestão leve podem desenvolver apenas irritação ou queimaduras da orofaringe, do esôfago ou do estômago. Complicações agudas ou crônicas são improváveis. Pacientes com toxicidade moderada podem desenvolver queimaduras de segundo grau (bolhas superficiais, erosões e ulcerações)  e possuem risco de formação de estenose subsequente, particularmente na saída gástrica e no esôfago. Especialmente crianças pequenas podem desenvolver edema das vias aéreas superiores.

 

TOXICIDADE ORAL GRAVE: os pacientes podem desenvolver queimaduras profundas e necrose da mucosa gastrointestinal. As complicações frequentemente incluem perfuração (esofágica, gástrica e raramente duodenal), formação de fístulas (traqueoesofágica, aortoesofágica) e sangramento gastrointestinal. O edema das vias aéreas superiores é comum e muitas vezes ameaça a vida. Hipotensão, taquicardia, taquipneia e, raramente, febre podem aparecer. Outras complicações raras incluem acidose metabólica, hemólise, insuficiência renal, coagulação intravascular disseminada, enzimas hepáticas elevadas e colapso cardiovascular. A formação de estenoses (principalmente na saída gástrica e no esôfago, menos frequentemente oral) é suscetível de se desenvolver a longo prazo. O carcinoma esofágico é outra complicação a longo prazo.

 

EXPOSIÇÃO POR INALAÇÃO: a exposição leve pode causar dispnéia, dor torácica pleurítica, tosse e broncoespasmos. A inalação grave pode causar edema e queimaduras nas vias aéreas superiores, hipóxia, estridor, pneumonia, traqueobronquite e raramente lesão pulmonar aguda ou anormalidades persistentes na função pulmonar. Foi relatada disfunção pulmonar semelhante à asma.

 

EXPOSIÇÃO OCULAR: a exposição ocular pode causar irritação conjuntival grave e quimose, defeitos epiteliais da córnea, isquemia limbar, perda permanente da visão e, em casos graves, perfuração.

 

EXPOSIÇÃO DERMÁTICA: uma exposição menor pode causar irritação e queimaduras de espessura parcial. Exposições maiores ou mais prolongadas podem causar queimaduras de espessura total. As complicações podem incluir celulite, sepse, contraturas, osteomielite e toxicidade sistêmica.

EXPOSIÇÃO CRÔNICA: Os animais expostos por inalação crônica desenvolveram letargia, perda de peso, anormalidades renais, embriotoxicidade e inflamação no trato respiratório superior e na mucosa gástrica.


Revisão de Literatura


Autian, John. "Structure-Toxicity Relationships of Acrylic Monomers." Environmental Health Perspectives 11 (1975): 141-52.
-Esse estudo examina a toxicidade de vários monômeros acrílicos. Ele conclui que os efeitos na saúde serão mínimos em pessoas que são expostas repetidamente, como trabalhadores de fábricas ou de laboratórios, com seus devidos equipamentos de proteção.

Edwards, L. D., and Stuart Levin. "Complications from Total Hip Replacement with the Use of Acrylic Cement." Health Services Reports 88.9 (1973): 857-67.
-Esse estudo explora os efeitos negativos das substituições de quadris feitos de acrílico. Os pesquisadores descobriram que 2/3 dos pacientes com esse tipo de prótese apresentam complicações desde infecções de feridas até infecções do trato urinário.

Guerra L, Vincenzi C, Peluso AM, Tosti A. "Prevalence and sources of occupational contact sensitization to acrylates in Italy. " Contact Dermatitis 28.2 (1993): 101-103.
-Este estudo examina as fontes e a frequência de sensibilização (reação alérgica) a acrilatos no local de trabalho. Os pesquisadores descobriram que os trabalhadores de fábricas que fazem materiais odontológicos e selantes anaeróbicos experimentaram a maior taxa de sensibilização, cerca de 13,4% dos indivíduos sofreram de sensibilização devido à exposição por via aérea.

Perez-Formoso JL, de Anca-Fernandez J., Maravi-Cecilia R, Diaz-Torres JM. "Contact Dermatitis Caused by Acrylates Among 8 Workers in an Elevator Factory." Actas Dermosifiliogr 101.4 (2010): 336-340.
-Este é um estudo de caso de trabalhadores expostos a uma variedade de formas de ácido acrílico. Os pesquisadores descobriram uma forte conexão entre exposições repetidas e uma hipersensibilidade a acrilatos, o que sugere que a exposição repetida pode levar as pessoas a se tornarem alérgicas a acrilatos e experimentar efeitos mais graves.

Phillips, Hugh, Peter V. Cole, and Alan W.F. Lettin. "Cardiovascular Effects of Implanted Acrylic Bone Cement." British Medical Journal 3 (1971): 460-61.
- Este estudo examina como implantes protéticos feitos de cimento acrílico afetam a saúde dos pacientes. Aumento de pressão arterial e casos de parada cardíaca foram documentados imediatamente após a implantação.

C. A. Staples, S. R. Murphy, J. E. McLaughlin, H. W. Leung, T. C. Cascieri and C. H. Farr. "Determination of selected fate and aquatic toxicity characteristics of acrylic acid and a series of acrylic esters." Chemosphere 40.1 (2000): 29-38.
-Este estudo examina o destino ambiental do ácido acrílico e a ameaça aos ecossistemas aquáticos. O estudo conclui que o ácido acrílico é rapidamente biodegradado, o que torna improvável sua acumulação no ambiente, e ele apresenta baixa toxicidade para organismos aquáticos.

Referências


Basic Acrylic Monomer Manufacturers, Inc.- Acrylic Acid Fact Sheet

IARC Report

Acrylic Acid- National Library of Medicine Hazardous Substances Data Bank

EPA Chemical Fact Sheet

 

Tradução realizada por: Jayanaraian Martins

 

Link para a página em inglês: Acrylic Acid


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