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As antraciclinas são o produto de esforços na Europa e nos EUA para explorar o mundo natural para possíveis drogas anticancerígenas. A ideia se baseia em usar as substâncias criadas por esforços militares, durante as I e II guerras mundiais, para desenvolver agentes mais eficazes da guerra química, assim como seus antídotos. Ambos objetivos exigiam uma melhor compreensão de como esses agentes funcionavam, e nos Estados Unidos, essa tarefa foi atribuída pelo Departamento de Defesa aos Drs. Alfred Gilman e Louis S. Goodman, médicos que em grande parte moldaram o estudo moderno da farmacologia (Altman). Os gases mostarda usados pelos alemães contra soldados aliados na Primeira Guerra Mundial foram desenvolvidos a partir de compostos naturais. Quando Gilman e Goodman descobriram que as mostardas de nitrogênio eram particularmente tóxicas para as células de crescimento rápido, especialmente células linfóides e mielóides envolvidas no linfoma, foi um passo natural para explorar o armamento das plantas para compostos que poderiam ser transformados para fins terapêuticos e não destrutivos.

O esforço para sistematizar a pesquisa sobre o câncer cresceu em fases, começando com o desenvolvimento dos Institutos Nacionais do Câncer em 1937 e do Centro Nacional de Serviços de Quimioterapia do Câncer (NCCSC) em 1955 (Goodman e Walsh, 10), operando em paralelo com os esforços privados, incluindo os do lendário Cornelius Packard Rhoads no Instituto Rockefeller (e mais tarde na Divisão Médica do Serviço de Guerra Química do Exército dos EUA e ainda mais tarde no Instituto Sloan-Kettering) (Goodman e Walsh, 11). Como os pesquisadores de câncer gradualmente deixaram para trás a maré de pessimismo e controvérsia, demonstrando que o câncer poderia ser tratado por outros meios que não a cirurgia ou radiação, o programa gradualmente expandiu. Esforços paralelos estavam em andamento na Europa, lançando, na verdade, uma corrida para descobrir e desenvolver agentes anticancerígenos.

As mostardas de nitrogênio das guerras mundiais foram as progenitoras de alguns agentes quimioterápicos ainda em uso hoje. Por exemplo, a Ciclofosfamida (vendida sob a marca Cytoxan) é ainda amplamente utilizada para uma variedade de cânceres, incluindo mama, ovário e leucemia, e seus outros usos como para artrite reumatóide e outras doenças auto-imunes é considerado off-label, ou seja, não há essa indicação oficialmente na bula do medicamento, mas por experiência prática clínica são usados nesses quadros clínicos. Uma variação de Mecloretamina (comercializado sob o nome de Mustargen) ainda é usada para tratar o câncer de próstata. No entanto, os pesquisadores também estavam em busca de outras terapias nessa época.

A Segunda Guerra Mundial viu a primeira produção e uso de antibióticos em larga escala, que foram desenvolvidos a partir de fungos e bactérias. Entre os destaques no mundo do desenvolvimento de drogas estão o Streptomyces, um gênero de bactérias do solo do qual numerosos compostos antibióticos e antifúngicos foram derivados. Na década de 1950, esforços simultâneos de pesquisadores franceses e italianos levaram ao desenvolvimento de daunorrubicina, um composto isolado da bactéria do solo Streptomyces peucetius, que demonstrou ser eficaz contra tumores em camundongos e, eventualmente, leucemia aguda e linfoma. A daunorrubicina foi a primeira das antraciclinas desenvolvidas e, desde sua primeira utilização, foi notado o seu efeito colateral mais preocupante: cardiotoxicidade (Tan, 345-46).

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Tradução realizada por: Adriana Françozo de Melo

Link para a página em inglês: Anthracyclines - History

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