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_Natália Almeida_
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Visão Geral

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A deltametrina é um pesticida piretróide sintético que mata insetos através de contato dérmico e digestão. Ele é aplicado para uma variedade de colheitas comerciais e usos domésticos por controlar uma variedade de pragas. O pesticida foi sintetizado pela primeira vez em 1974 e desde então tem sido usado principalmente em algodão, café, milho, cereais, frutas e produtos que ficam armazenados por um longo tempo; Entretanto, também é aplicado em saúde animal e em saúde pública, por exemplo, no controle da transmissão de doenças (#INCHEM). Esse pesticida é considerado o mais poderoso e, portanto, o mais tóxico dos piretróides, até três ordens de magnitude maior do que outros (#EXTOXNET). Estudos realizados em trabalhadores agrícolas mostram que a deltametrina pode produzir uma variedade de condições agudas de saúde, mas estas podem ser prevenidas com as precauções necessárias. O produto químico também carrega diversos riscos ecológicos, particularmente causando florescimento de algas e reduzindo populações de abelhas e, consequentemente, seu serviço associado da polinização.

 

Fatos

Características  Físicas

Nome: Deltametrina

Uso: pesticida

Fonte: química sintética

Ingestão diária recomendada: nenhuma

Absorção: rápida por via oral, lenta quando absorvida pela pele

Indivíduos atingidos: trabalhadores agrícolas e pessoas que usam pesticidas domesticamente

Fatos regulatórios: algumas de suas fórmulas são Pesticidas de Uso Geral e outras são Pesticidas de Uso Restrito

 

 

Estrutura Química

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Image Added
Estrutura recuperada de PAN


Descrição Química

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A deltametrina pertence à classe química dos piretróides, compostos inseticidas que são sintetizados a partir de flores de crisântemo (ATSDR). Sua aparência pode ser um pó incolor ou ligeiramente bege, ambos os quais são inodoros. Como é um composto lipofílico, ela não é solúvel em água e, portanto, é altamente estável no meio ambiente. Ao contrário de muitos piretróides, a deltametrina é também estável no ar e na luz solar: quando exposta a qualquer um destes, não se degrada, mesmo após dois anos a 40ºC (#EXTOXNET).

Usos

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Conforme observado acima, a deltametrina é um inseticida usado em várias configurações agrícolas, domésticas e paisagísticas. Ao contrário das piretrinas relacionadas, os piretróides contêm níveis mais elevados de toxicidade, tornando-os muito mais eficazes contra insetos. Ao mesmo tempo, podem representar riscos para os mamíferos e o ecossistema como um todo, pois permanecem mais tempo no ar, no solo e na água. A deltametrina tem sido usada historicamente para uma variedade de propósitos, incluindo o controle de vetores para insetos como mosquito e mosca tsé-tsé (#INCHEM).

A função primária do produto químico, no entanto, continua a ser o seu uso na agricultura e paisagismo. Para este último, estas aplicações incluem áreas como campos de golfe, campos de parques, jardins e gramados e, até mesmo, dentro de casa. Suas aplicações são igualmente diversas na agricultura. A deltametrina é o composto ativo de um número de inseticidas comerciais tais como Butoflin, Cislin, Crackdown e K-Otek. Ele é usado principalmente para o cultivo de algodão, que em 1987 representaram 45% da utilização total do produto químico. Também é aplicado a colheitas comerciais de milho, café, lúpulo, alcachofras e várias frutas. Para esta última categoria, a aplicação de deltametrina controla as populações de insetos em árvores de maçã e pêra, mariposas de ameixa, várias lagartas e pulgões. Para vegetais, os principais alvos do produto químico são pulgões, cochonilhas e moscas brancas (#EXTOXNET).

A aplicação deste produto é geralmente na forma de pulverizações, pós molháveis ou grânulos. A partir de 1996, a deltametrina foi considerada compatível com outros inseticidas e fungicidas, tornando seu uso generalizado e popular, especialmente em conjunto com outros produtos químicos (#EXTOXNET).


Farmacologia e Metabolismo

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Como um piretróide, a deltametrina paralisa o sistema nervoso de seu inseto alvo, levando à morte (#EXTOXNET). Os insetos absorvem, rapidamente metabolizam e são envenenados pelo composto, através de meios orais e dérmicos (#INCHEM). A suscetibilidade de vários insetos à deltametrina depende não apenas de sua própria fisiologia, mas também das condições ambientais envolventes, por exemplo, as moscas são mais vulneráveis ao composto ao amanhecer (#EXTOXNET).

Efeitos na Saúde

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A exposição humana à deltametrina pode ocorrer através da inalação, ingestão e/ou contato dos olhos e da pele. Cada uma dessas vias pode levar a efeitos agudos na saúde. Tanto a Organização Mundial da Saúde como a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos classificam-na como moderadamente perigosa, sendo que a OMS classificou o composto como um Perigo Agudo Tipo II (PAN). Estudos laboratoriais em mamíferos confirmam essa característica: doses agudas de deltametrina têm causado síndromes de contorção, convulsões e salivação em roedores (#EXTOXNET).

Os efeitos agudos da exposição à deltametrina em seres humanos incluem convulsões, ataxia, dermatite, diarreia, tremores e vômitos. As reações alérgicas ao composto através da exposição da pele também são comuns entre os trabalhadores agrícolas. A intoxicação oral ocorre em seres humanos em dosagens de 2-250 mg/kg, enquanto a ingestão de 100-250 mg/kg induz coma (#EXTOXNET). É também listado como um desregulador endócrino pela EPA (PAN).


De #EXTOXNET sobre efeitos agudos da deltametrina sobre a saúde:


"Efeitos de exposição aguda em humanos incluem: ataxia, convulsões levando a fibrilação e paralisia muscular, dermatite, edema, diarreia, dispneia, cefaleia, indução de enzimas microssomais hepáticas, irritabilidade, colapso vascular periférico, rinorreia, elevação sérica de fosfatase alcalina, tremores, vômitos e morte por insuficiência respiratória. Reações alérgicas incluíram os seguintes efeitos: anafilaxia; broncoespasmo; eosinofilia; febre; pneumonia de hipersensibilidade; palidez; polinose; sudorese; inchaço repentino da face, pálpebras, lábios e membranas mucosas, e taquicardia."

Atualmente não existe informação sobre a carcinogenicidade da deltametrina. Pequenos riscos crônicos para a saúde pelo produto químico ocorrem nos seres humanos, mas foi descoberto que trabalhadores agrícolas expostos à substância durante longos períodos de tempo (7-8 anos) desenvolvem várias formas de irritação da pele (#EXTOXNET).


Precauções

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A deltametrina só apresenta riscos para aqueles que vivem ou trabalham em regiões onde o produto químico é aplicado (#INCHEM). A proteção das várias vias de exposição pode evitar os graves problemas de saúde acima referidos, como por exemplo, o uso de luvas de borracha e máscaras durante a aplicação da substância.

Efeitos Ambientais

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A deltametrina não possui mobilidade no ambiente por causa de sua adsorção forte nas partículas, de sua insolubilidade na água e de suas taxas de aplicação muito baixas; No entanto, ainda apresenta riscos para o ecossistema em que é aplicado. Sob condições de laboratório, a deltametrina foi considerada altamente tóxica para uma gama de organismos aquáticos, tais como anfíbios, crustáceos, moluscos e várias formas de plâncton. Embora estas investigações laboratoriais demonstram que o produto químico é nocivo para os peixes, estudos de campo não confirmaram esta descoberta. Além disso, como a deltametrina reduz as populações locais de insetos, seu uso pode indiretamente causar a proliferação de algas. Com menos consumidores de insetos para controlar o crescimento populacional de algas, suas flores podem, por sua vez, prejudicar peixes e outras espécies de vida aquática, ao entupir brânquias e diminuir o nível de oxigênio da água. Outros riscos ecológicos do uso de deltametrina são vistos em polinização diminuída, já que o produto químico é tóxico para as abelhas (#EXTOXNET).

No Brasil

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Em 1985, o Secretário Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde designou a Divisão Nacional de Vigilância Sanitária de Alimentos - DINAL - como responsável pela elaboração da relação de substâncias com ação tóxica sobre animais ou
plantas, cujo registro pode ser autorizado no brasil, em atividades
agropecuárias e em produtos domissanitários, incluindo, nessa lista, a deltametrina (ABC).

A substância é também muito utilizada como medicamento com indicação no tratamento e profilaxia da pediculose (piolhos), da ftiríase (chatos), da escabiose (sarna) e das infestações por carrapatos em geral nas formas de shampoo, loção e sabonete (BULASMED). Além disso, a deltametrina é o repelente recomendado pela Organização Mundial da Saúde para impedir o contato dos cães com o mosquito transmissor da leishmaniose visceral (ESTADÃO).

Links Externos

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Beyond Pesticides - Pyrethroids

Referências

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Agency for Toxic Substances and Disease Registry. 2003. ToxiFAQs for Pyrethrins and Pyrethroids. Accessed 6-12-10.


Extension Toxicology Network. 1996. Pesticide Information Profile - Deltamithrin. Accessed 6-12-10.


International Programme on Chemical Safety. 1990. Deltamethrin. Accessed 6-12-10.


PAN Pesticide Database - Chemicals. Deltamethrin.Accessed 6-12-10.


BULAS MED acessado em 04/06/2017

ESTADÃO acessado em 04/06/2017

ABC acessado 04/06/2017


Tradução realizada por: Natália Almeida

Link para a página em inglês: Deltamethrin