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Fogo Grego

Visão Geral


O fogo grego, também conhecido como Fogo Bizantino, foi o antigo precursor do Napalm moderno (uma espécie de gasolina gelatinosa) e foi usado pela primeira vez em batalhas no final do século VII.  O Fogo grego foi, em grande parte, responsável por inúmeras vitórias bizantinas, motivo qual o Império Romano do Oriente durou tanto tempo na história.

História e Uso


O Fogo Grego foi criado em meados do século VII em Constantinopla pelo arquiteto/engenheiro sírio Calínico. A composição química exata da arma é desconhecida, no entanto, o fato de a água ser incapaz de extingui-la leva alguns a especular que o ingrediente ativo era o fosfeto de cálcio (feito pelo aquecimento de cal, ossos e carvão vegetal). Quando entra em contato com a água, o fosfeto de cálcio libera fosfina, que se inflama espontaneamente, tornando-se uma arma igualmente perigosa tanto em batalhas navais quanto terrestres.

Os bizantinos estrategicamente a usaram pioneiramente em sua marinha. Primeiramente, planejaram disparar bolas envolvidas com um pano encharcado com o composto e as acendiam com fogo jogando-as nos navios inimigos, provavelmente a partir de uma pequena catapulta. Além disso, alguns navios eram capazes de bombear o composto diretamente para o outro navio e depois acendê-lo. O Fogo Grego era tão eficaz no mar que era capaz de continuar a queimar mesmo debaixo de água.

O Fogo Grego foi usado tanto como arma física como uma arma psicológica assustadora. Outros navios tinham tanto medo do composto que muitos recusaram-se a chegar perto suficiente para batalhar verdadeiramente contra os bizantinos, e o fato mais curioso era que eles nem sempre eles o utilizavam - o que era proposital, pois os mediterrâneos tinham medo de que, se o usasse muitas vezes, seus inimigos pudessem estudar e reproduzir essa arma.

A cópia mais próxima do Fogo Grego foi feita pelos exércitos árabes em algum momento entre os séculos VII e X. Embora a arma tenha provado ser terrivelmente devastadora, ainda era apenas uma sombra da fórmula original.

Observações de um nobre francês do século XIII sobre a arma:

"Aconteceu numa noite, enquanto estávamos fazendo uma ronda sobre as torres de vigia, trouxeram para nós um equipamento chamado perronel, e encheram o estilingue do perronel com o Fogo Grego. Quando esse bom cavaleiro, Senhor Walter de Cureil, que estava comigo, viu isto falou-nos da seguinte forma: 'Senhores, nós estamos no maior perigo em que já estivemos metidos. Pois, se eles atearem fogo em nossas torres e abrigos, estaremos perdidos. Porém, se abandonarmos as defesas que foram confiadas a nós, estaremos desgraçados, por isso ninguém pode nos livrar deste perigo, somente Deus. O meu conselho é: cada vez que lançarem o fogo contra nós, nos protegemos com nossos cotovelos e joelhos, e rezamos a Nosso Senhor para nos salvar desse perigo.'
Então, assim que houve o primeiro tiro, fomos para baixo nos protegendo como ele nos havia instruído. O primeiro tiro passou entre as duas torres, incendiando apenas a barragem que nos protegia a nossa frente. Nossos bombeiros estavam prontos para agir, enquanto os sarracenos (árabes) preparavam-se para disparar em linha reta até as nuvens e nos atingir com uma enxurrada de dardos flamejantes".

"Esta foi a forma do fogo grego: ele veio como um barril de vinagre, e a cauda de fogo que o acompanhara era tão grande como uma lança comprida; e fez tanto barulho como ele veio, que soou como o trovão do céu. Parecia um dragão voando pelo ar. Uma luz brilhante foi vista, tão intensa que se podia ver todo o campo de batalha como se fosse dia, em razão da grande massa de fogo".

Links Externos


Fogo Grego – Wikipédia

Fosfeto de Cálcio - Wikipédia (link em inglês)

Napalm - Wikipédia

Tradução realizada por: Jéssica da Silva Costa

Link para a página em inglês: Greek Fire

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