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Cloro

Histórico


O cloro foi descoberto em 1774 por Carl Wilhelm Scheele, quando observou-se a reação entre o dióxido de manganês e o ácido clorídrico. Inicialmente, ele chamou a descoberta de ácido clorídrico desflogisticado, ou seja, inflamável; pois Carl, erroneamente, pensou que havia oxigênio no gás recém-descoberto. O gás verde claro resultante que foi formado é a razão para o seu nome, que vem do grego chloros e significa "verde pálido". Apenas em 1810, Sir Humphrey Davy classificou o cloro como um elemento.

Cloro Como Arma Química


Principal artigo: Chemical Weapons

O cloro tem um histórico de ser utilizado como arma química. Foi trazido para o campo de batalha como o gás de cloro, também conhecido como bertolita em alguns idiomas. Sua estreia foi na Primeira Guerra Mundial em 1915 pelos alemães na Segunda Batalha de Ypres. Também foi empregado em outros ambientes militares, como na guerra do Iraque (2006-2007), quando insurgentes incendiaram bombas de cloro na província de Al Anbar.


Propriedades Físicas


O gás de cloro é um elemento diatômico que combina com a maioria dos elementos, exceto com oxigênio, nitrogênio e os gases nobres. Seu símbolo químico é o Cl e possui isótopos naturais com números de massa 35 e 37. Sua densidade em temperatura ambiente é 1,565 g/cm³, possui ponto de fusão de -101°C e ponto de ebulição de -34,06°C. A -34°C e 0,66 MPa, o elemento entra em um estado líquido (Eagleson, 2003). O cloro existe na natureza como íon cloreto que é depositado na terra (halite, silvita, carnallite), ou tipicamente como sal no oceano. Ele age como um oxidante em reações redox, que envolvem o ganho de um elétron para que se torne mais estável, motivo pelo qual é utilizado na química orgânica além de sua propensão para realizar reações de substituição com compostos orgânicos contendo hidrogênio.

Usos


O cloro é normalmente usado na produção industrial de plástico, metal desengordurante, solventes de limpeza a seco, produtos têxteis, produtos agroquímicos e na obtenção de muitos outros. É usado na extração de bromo e na produção de cloratos. Também está envolvido na purificação da água potável e de piscinas através do ácido hipocloroso. Está presente na água sanitária doméstica típica na forma de hipoclorito de sódio, que é criado a partir da reação de cloro e hidróxido de sódio.

Mecanismo de Ação


O cloro tem propriedades muito corrosivas quando entra em contato com o epitélio, especialmente o epitélio úmido, ou seja, não queratinizado. Devido às suas características de halogênio, ele é muitas vezes reduzido (ganha um elétron) quando interage com esses tecidos úmidos e então o hidrogênio se separa da água, causando danos à medida em que o ácido clorídrico ou hipocloroso é formado. Além disso, há a formação de radicais livres, potencialmente danosos, por um mecanismo que não é tão bem definido, mas acredita-se que contribui significativamente para as suas propriedades danosas.

Efeitos e Sintomas de Intoxicação


A exposição a baixos níveis de gás cloro na pele e nos olhos resulta em irritação. Exposições a níveis maiores resultam em queimaduras químicas e ulcerações por congelamento. Se ingerido, causa danos corrosivos no trato gastrointestinal, como na ingestão de água sanitária de uso doméstico. A inalação, que é mais comum, tem múltiplos efeitos sobre o corpo; baixas concentrações provocam irritação da pele, dos olhos e das vias aéreas, juntamente com dor de garganta e tosse, enquanto concentrações mais elevadas resultam em aperto no peito, dispneia, broncoespasmo e sibilos. Exposições severas podem resultar em edema pulmonar não cardiogênico. Outros sintomas de intoxicação por cloro podem aparecer, como corrimento nasal e asfixia. À medida que o líquido se acumula nos pulmões após a exposição contínua, a pessoa apresentará risco aumentado de apresentar pneumonia. É possível detectar o cloro por seu odor característico quando está presente em uma concentração de 3.5 ppm, enquanto que em 1000 ppm ele é provavelmente fatal após algumas respirações profundas. Se o corpo entrar em contato com 2,5 mg/L de cloro, é imediatamente fatal, enquanto 0,15 mg/L é letal apenas após longos períodos de inalação.

Tratamento


Não existe um antídoto oficial ou universal contra o envenenamento por cloro. A exposição ao cloro líquido pode ser tratada com limpeza imediata da pele ou dos olhos com grandes quantidades de água. Se a exposição resultar em queimaduras químicas, elas devem ser tratadas da mesma forma que as queimaduras térmicas. A inalação é tratada com oxigênio umidificado, monitoramento das vias aéreas e broncodilatadores. Isto irá atrasar o edema pulmonar no paciente, o que diminuirá os efeitos da exposição.

Prevenção


A exposição a níveis tóxicos de cloro pode ser evitada usando-se uma máscara protetora, o que ajudará a evitar a inalação do seu gás ao se trabalhar com o produto químico. Isto é mais vantajoso para aqueles que estão constantemente em contato com esse elemento, como em um ambiente industrial ou em situações de limpeza de rotina. Roupas protetoras e óculos também evitarão a exposição ao cloro líquido e os danos corrosivos que ocorrerão caso haja contato com a pele ou os olhos. Acima de tudo, o manuseio adequado das substâncias contendo cloro ajudará significativamente a evitar a exposição tóxica.

Casos


Cloração de Piscinas

Uma pesquisa foi conduzida para determinar se a asma da infância está ligada à exposição a piscinas públicas cloradas. Determinou-se que os efeitos estavam relacionados à dose, e mais fortemente relacionados com a frequência de uso que ocorreu em uma idade jovem (6-7 anos). Sua descoberta apoiou a hipótese relacionando piscinas cloradas com o aumento da asma infantil nos países industrializados. Outro estudo foi conduzido para determinar se os subprodutos da cloração da associação eram prejudiciais aos seres humanos. Os cientistas entrevistaram convidados que ficaram em dois hotéis diferentes com piscina. Uma grande proporção dos pesquisados foi afetada, apresentando sintomas oculares (71%) e respiratórios (45%). Concluiu-se que os sintomas eram consistentes com a exposição ao cloro e que o treinamento apropriado do pessoal, a manutenção da piscina e a ventilação poderiam prevenir esses tipos de exposição. Outra pesquisa discutiu a relação potencial entre a extensão da lesão pulmonar em crianças e a exposição ao cloro em piscinas. Descobriu-se que as crianças que sofreram exposição aguda ao cloro nas piscinas tiveram substancial comprometimento da função pulmonar associado com um aumento no LTB-4. LTB ou linfotoxina beta é um indutor da resposta inflamatória e está envolvido no desenvolvimento de tecido linfóide. Verificou-se também uma redução notável da taxa de fluxo de exalação fixa de NO (óxido nítrico), chamada de FENO. Verificou-se que, embora a função pulmonar e a FENO melhorassem dentro de semanas, os níveis aumentados de LTB-4 persistiram por meses.

Subprodutos Clorados (CDBP)

Por já terem sido associados com um risco mais elevado de câncer na bexiga, outros estudos examinaram se os subprodutos de desinfecção por cloração (CDBP) aumentavam o risco do desenvolvimento de câncer pancreático. Verificou-se que não houve aumento do risco de câncer de pâncreas após a ingestão de CDBP, mas outras vias de exposição poderiam produzir resultados diferentes. Além disso, observou-se que o estudo foi feito apenas com três dos muitos tipos de CDBPs.

Regulamentação


Devido o fato do cloro ser popular e usado em muitos produtos de limpeza do dia-a-dia, vários centros reguladores estão envolvidos. O regulamento para a exposição ao cloro nos Estados Unidos da América é tipicamente conduzido pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) se o cloro estiver na forma gasosa ou se for usado no tratamento de esgoto. No caso do uso em ambientes industrias e em ambientes de limpeza profissional, a regulamentação é feita pela Associação de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA). O cloro na água potável é geralmente monitorado localmente pelo órgão que gerencia a distribuição de água para garantir os níveis de cloro presentes nas diretrizes de segurança no âmbito federal. No Brasil, seus diversos usos são regulamentados pela ANVISA e pelo Ministério da Saúde.

Links Externos


EnvironmentalChemistry on Chlorine

Links para texto em inglês: Chlorine

Referências


Bernard, Alfred. "Chlorinated Pool Attendance, Atopy, and the Risk of Asthma during Childhood." Environmental Health Perspectives 114 Issue 106 8 2006 1567-1573. 01 30 2008 <www.pubmedcentral.nih.gov>.

Brulliard, Karin. "Chlorine Blasts Kill 8; 6 Troops Also Die in Iraq"The Washington Post, March 17, 2007.

Bonetto, Gea. "Longitudinal monitoring of lung injury in children following chlorine exposure in a swimming pool." Am J Respir Crit Care Med. 174,Issue 51 9 2006 545-549. 01 30 2008 <www.pubmedcentral.nih.gov>.

Bowen, Anna B.. "Outbreaks for Short-Incubation Ocular and Respiratory Illness Following Exposure to Indoor Swimming Pools." Environmental Health Perspectives 115, Issue 202 2007 267-271. 01 30 2008

Department of Health, New York. "The Facts About Chlorine". New York State 05 08 2004 18 02 2008

Do, Minh T.. "Chlorination Disinfection By-products and Pancreatic Cancer Risk." Environmental Health Perspectives 113, Issue 401 10 2005 418-424. 01 30 2008 www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=1278481

Eagleson, Mary. Concise Encyclopedia of Chemistry. Berlin: Walter de Gruyter & CO, 1993.
Ophardt, Charles E. "Chlorine, Cl." Virtual Chembook (2003) 23 02 2008 <http://www.elmhurst.edu/~chm/vchembook/102chlorine.htm>.

Tradução feita por: Jayanaraian Martins

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